Mostrando postagens com marcador Teatro Pós- Dramático. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Teatro Pós- Dramático. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 27 de abril de 2010

Teatro do Heterogênio

Técinca de som e festa, dança e debate, decoração e filosofia se juntam na prática teatral. Assim, pode surgir uma idéia cênica a partir da combinação de uma posição teórica, de um dado técnico, da expressão corporal de um ator de uma imagem poética, a partir de uma discussão entre iluminador, diretor, ator e autor. Isso é a sua "rizomática estruturada de maneia heterogênea. Em cada um de seus elementos, ela aponta para além do teatro, para a "vida real". Uma vez que o teatro é ao mesmo tempo ato artístico e parte da vida cotidiana de uma comunidade um de seus temas básicos podeser sua relção com o cotidiano. 

Desde os anos 1970 o teatro procura espaços onde possa, como arte, se aproximar das atividades da vida  do trabalho e se deixar inspirar por elas. Nos ano 1980  90 observa-se uma tendência não tanto a integrar o cotidiano à arte teatral, mas a ocupar espaços públicos com teatro até o limite da possibilidade de reconhecimento como ocupação estética, e mesmo além desse limite.

Pos sua própria tendência, o teatro pós-dramático é "teatro a poto de dessaparecer". Ele atualiza o caráter de uma reunião e de um acontecimento eminentemente social e mesmo político, mas também atualiza sua condição como ação inteiramente real e elaboraesse caráter com recursos teatrais. Encenada em uma dinâmica temporal, a estrutura "teatro" se apresenta sobretudo como "incidente". 

Hans Thies Lehmann

terça-feira, 30 de março de 2010



O teatro pós-dramático do acontecimento há uma efetivação de atos que se realizam no aqui e agora e que têm sua recompensa no momento em que acontecem, sem precisar deixar quaisquer vestígios duradouros no sentido, do monumento cultural. Não há necessidade de fundamentar pormenorizadamente que com isso o teatro pode ficar a um passo de se tornar uma espécie de “evento” insignificante. Happening e a arte performativa, ambas acentuam a presença (o fazer real) em detrimento da representação (a mimese do fictício), o ato em detrimento da totalidade. Assim, o teatro se afirma como processo e não como resultado pronto, como atividade de produção e ação e não como produto, como força atuante e não como obra. (...) No presente, a arte de ação não tem mais seu centro de forças na exigência de mudar o mundo que se expressa na provocação social, mas na produção de acontecimentos, exceções, instantes de desvio.


Hans-Thies Lehmann




"O teatro pós- dramático é essencialmente (mas não exclussivamente) ligado ao campo teatral experimental e disposto a correr riscos artísticos. (...) Na ênfase em formas teatrais experimentais não está implicando um juízo de qualidade: trata-se da análise de uma idéia de teatro diferenciado, não da apreciação de empreendimentos artísticos individuais. (...)Trata-se aqui de um teatro especialmente arriscado, porque rompe as com muitas convenções. Os textos não correspondem as espectativas com quais as pessoas costumam encarar textos dramáticos. Muitas vezes é difícil até mesmo descobrir um sentido, um significado coerente da representação. As imagens não são ilustrações de uma fábula. Esse trabalho teatral é essencialmente experimental, persistindo na busca de novas combinações ou junções de modos de trabalho, instituições, lugares, estruturas e pessoas.
Teatro Pós-Dramático, Hans-Thies Lehmann